sexta-feira, 13 de junho de 2014

Corrida do S. João de Braga

2013 foi um ano repleto de treinos e corridas. De forma consistente fazia 30 kms nos treinos durante a semana. Acordei muitas vezes de madrugada para ir treinar e, nas provas, senti sempre que havia evolução. Muitas vezes não melhorava os tempos mas chegava cada vez melhor ao final, ou seja, muito menos cansado. Adorei fazer as provas da "Bes Run", senti uma enorme felicidade ao conseguir completar a minha primeira meia maratona e elegi a prova do Destak, que liga Carcavelos a Cascais, como aquela que tem o percurso mais bonito.

2014 tem sido um ano mais calmo. Durante os três primeiros meses preparei a meia maratona de Lisboa, que ocorreu em Março, e a prova não correu muito bem. Estava imenso calor e acabei por não conseguir concretizar os meus objetivos. Com isso desmotivei um pouco. Abril foi um mês péssimo a nível pessoal e profissional e os treinos ficaram para trás bem como as corridas.

Em 2014 fiz 3 das 4 corridas da Bes Run e...não fiz mais nenhuma prova. Progressivamente tenho regressado aos treinos - gosto especialmente dos treinos do "Correr Lisboa" que ao fim de semana têm uma componente solidária - e vai ser muito curioso fazer a Corrida do S. João de Braga numa cidade que é tão especial. Já estou inscrito e a treinar para esta prova. 

P.

sábado, 7 de junho de 2014

Por amor

Ainda bem que tens 32 anos e que não és tu. Ufassss!

P.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Avó

A minha avó Luísa deixou-nos há cerca de 2 meses. Não há um dia que passe sem pensar nela afogado num mar de saudades.

A avó levou-me ao colégio.
A avó trazia-me do colégio.
A avó esperava por mim, à saída do colégio, quando eu saía felicíssimo porque conseguia ganhar os concursos de matemática. 
A avó esperava por mim, à saída do colégio, e dava-me apoio porque eu sempre fui péssimo em trabalhos manuais e a avó Gi (a mãe da proprietária do colégio) teimava em fazer com que todos nós fossemos costureiros de profissão.
A avó preparava os almoços, lanches e jantares com uma dedicação extrema. 
A avó barrava o pão com marmelada (que eu adoro!) com uma precisão e fineza que contrasta com a forma apressada e desorganizada que eu uso. Eu não barro. Coloco lascas de marmelada em cima do pão.
A avó acompanhava as nossas conversas. Conversas sobre os amigos, família e sobre o dia a dia com uma atenção impar.
A avó tinha uma paixão inesgotável pela filha.
A avó ria-se das piadas dos netos.
A avó participava nas brincadeiras das bisnetas. Escondia-se atrás das cortinas.
A avó acompanhou-nos nos estudos. Só não nos ajudava a fazer equações porque não sabia. Mas equacionava, de forma invulgar, tudo aquilo que nos desse a tranquilidade necessária para sermos bem sucedidos. E somos.
A avó gostava de me ver sem barba. Perguntava sempre: "Então essa barba, não se faz?"
A avó perguntava sempre pela Xaninha quando, por alguma razão, não estávamos juntos.
A avó subia as escadas do nosso prédio todos os dias. Mesmo que lhe custasse. Com uma determinação e garra que sempre nos mostrou que podemos sempre chegar mais longe.
A avó ia connosco de férias. Muitas vezes. E algumas vezes atrevia-se a ir ao mar. E numa dessas vezes perdeu os óculos nas ondas do mar numa cambalhota que ficou para a eternidade.
A avó trocava o nome dos netos. Mas não trocava o amor que nutria por eles por nada.
A avó tropeçava com regularidade mesmo quando o chão era liso. Eu sempre tive dificuldades em usar chinelos sem tropeçar. Porque será?
A avó fazia malha e renda com uma qualidade invejável.
A avó adorava animais. Amou o Nico. Amou a Catarina.
A avó, quando batiam à nossa porta, dizia-nos baixinho: "Não está ninguém!". Tudo para nos proteger.

A avó foi, é e será sempre a pessoa mais generosa que alguma vez conheci, conheço e conhecerei. De uma bondade sem limites. E eu tenho a certeza que no dia dos meus anos, a 22 de Maio, ela foi a primeira pessoa que me desejou os parabéns. Às 06h30 acordou-me e deu-me um beijinho.

A avó Luisa era simplesmente avó. Porque só isso bastava para ser ela. Inigualável.

Eternas saudades. Um eterno amor.

P.

Na Covilhã vai fazer um certo...briol!

Sempre que os pivôs dos telejornais falam sobre a meteorologia prevista para o dia seguinte no país, fico sempre a pensar nos meteorologistas que antigamente davam essa informação aos telespectadores. Lembro-me de termos como "uma frente fria" que introduziam rigor à informação.

Hoje em dia tudo se resume a "vai estar calor em Braga"; "é possível que apareçam algumas nuvens em Santarém" ou "é melhor levar um casaco porque a noite vai estar fria".

Faz-me tanta confusão.

P.

Orpheu Caffé

O Orpheu Caffé, situado no Principe Real, pretende recriar os antigos cafés de Lisboa. O espaço é bastante acolhedor e um local perfeito para um brunch ou um almoço/jantar entre amigos. Gostei especialmente do espírito descontraído, da capacidade da pessoa que nos serviu em decorar os pedidos todos sem qualquer engano (entre bem passado, mal passado e este ou aquele ingrediente do qual não se gosta, mais as bebidas com ou sem gelo...é um desafio valente!) e da comida. Dos pregos. São absolutamente maravilhosos e merecedores de nova visita. Quem quiser aproveitar uma promoção, é só ir aqui

P.